Fazendeiro é condenado a 35 anos de prisão pelo assassinato de ambientalista em Bom Jardim

Francisco da Silva Souza foi condenado por sua participação no assassinato de Raimundo Santos, ambientalista do Conselho de Proteção da Reserva Biológica do Gurupi, em 2015.

O réu Francisco da Silva Souza, envolvido no assassinato do ambientalista Raimundo Santos, na zona rural de Bom Jardim, foi condenado a 35 anos de prisão. O julgamento ocorreu no Fórum de Justiça de Bom Jardim.

Antes do início da sessão, familiares e amigos de Raimundo Santos realizaram uma manifestação em frente ao Salão do Júri. O caso representou o fim de uma busca por justiça que se arrastava há mais de 10 anos.

Raimundo Santos Rodrigues, de 54 anos, foi morto a tiros em uma emboscada no dia 25 de agosto de 2015. Os dois acusados pelo crime foram presos dois dias após o ocorrido. O caso teve grande repercussão em todo o Brasil, pois Raimundo fazia parte do Conselho de Proteção da Reserva Biológica do Gurupi, e sua atuação em defesa do meio ambiente foi apontada como motivo para o crime.

Sua esposa, Maria da Conceição Chaves Lima, também foi baleada, mas sobreviveu. A investigação foi conduzida pela Polícia Federal e acompanhada pela ONG Justiça Global, que atua na defesa de direitos humanos no Brasil, especialmente para ambientalistas. Raimundo já vinha sofrendo ameaças devido à sua atuação.

A Polícia Federal indicou como mandantes do crime o fazendeiro José Escórcio Cerqueira, de 82 anos, e seu filho, José Escócio Filho. Durante o processo, José Escórcio assumiu a responsabilidade pelo crime e implicou Francisco da Silva Souza. A acusação afirmou que Francisco recebeu R$ 10 mil e contratou dois pistoleiros para executar Raimundo Santos.